domingo, 16 de outubro de 2011

Projeto Consciência Negra


Projeto Pedagógico
Cultura africana e afro-brasileira


 Fonte : http://www.mundojovem.com.br/datas-comemorativas/consciencia-negra/

Este projeto busca promover a releitura da história do mundo africano, sua cultura e os reflexos sobre a vida dos afro-brasileiros em geral, rompendo com o modelo vigente na sociedade brasileira, garantindo a cidadania e a igualdade racial. A lei em si não basta, é preciso que modifiquemos o ensino-aprendizagem para que tenhamos um resultado eficaz, valorizando conhecimentos dessa cultura, procurando fazer acontecer mudanças necessárias. Aprendemos a história dos outros, ou parte dela, no entanto a cultura universal inclui feitos afros de grande impor tância, principalmente em nosso país. Entretanto estes feitos são desconhecidos ou desprezados pela educação brasileira. Uma sociedade democrática e justa inclui todos os setores da população, não admitindo a existência de distorções, diferenças ou dominação
.
Objetivos gerais

• Romper com o modelo pedagógico vigente, incluindo afro-brasileiros na condição de decisórios para a construção da sociedade.
• Proporcionar condições a alunos e professores de apropriarem-se de novos saberes sobre a cultura afro-brasileira.
• Promover uma nova visão da história dos africanos do período colonial, com seus reinados e impérios, sua cultura e os reflexos sobre a vida do afro-brasileiro em geral.
• Garantir ao afro-brasileiro a construção de sua personalidade com referência em outros negros.
• Proporcionar condições ao afro-brasileiro de promover a cidadania e a igualdade racial, alcançáveis por meio de uma pedagogia multirracial.

Objetivos específicos

• Identificar tempo e espaço da origem dos grupos africanos que vieram para o Brasil.
• Reconhecer que o tráfico humano foi uma atividade fundamental para o capitalismo mercantilista.• Perceber os diferentes tipos físicos entre os africanos.
• Perceber os diferentes tipos de religião, costumes e línguas presentes na África.
• Constatar diferenças e semelhanças de vida entre afro-brasileiros e negros de outros países.
• Despertar para a africanicidade brasileira em manifestações na arte, esportes, culinária, língua, religião, como elementos de formação da cidadania.
• Reconhecer o papel do negro na definição e na defesa do território, os quilombos rurais e urbanos, o negro na periferia e na questão de posses de terras.
• Comparar o relacionamento entre africanos na era pré-colonial, no período de dominação europeia e na atualidade.
• Discutir e conhecer as personalidades negras que deixaram ou estão deixando sua contribuição nos diversos setores da sociedade, como expressões culturais, desportivas, artísticas, políticas, musicais, religiosas etc.

Avaliação

 Será considerada satisfatória se todas as etapas dessa atividade temática forem desenvolvidas, de modo a aperfeiçoar a democracia representativa, a construir consciência de igualdade e percebermos que todos cooperativamente podem construir uma sociedade mais fraterna e justa. Também que se consiga organizar a culminância marcada para 16 a 20 de novembro, de forma a congregar todas as turmas e suas produções e coincidir com o Dia Nacional da Consciência Negra e a presença eterna de Zumbi dos Palmares.

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Ações do Projeto

• Questionar os alunos sobre o que sabem, que ideias e opiniões, dúvidas ou hipótese sobre o tema em debate, valorizando seus conhecimentos.
• Propor novos questionamentos.
• Desenvolver atividades com diferentes fontes de informações em livros, jornais, revistas, filmes, fotos, visitas, passeios e confrontar dados e abordagem.
• Trabalhar com documentos variados, edificações, plantas urbanas, mapas, instrumentos de trabalho, rituais, adornos, meios de comunicação, vestimentas, textos, imagens e filmes.
• Ensinar procedimentos de pesquisa, consulta em fontes bibliográficas, organização de informações coletadas, como obter informações de documentos, como proceder em visitas e estudos.
• Promover estudos e reflexões sobre diversidade de modo de vida e de costumes dos afro-brasileiros.
• Promover estudos e reflexões sobre a presença na atualidade de elementos afro-brasileiros na localidade.
• Debater questões do dia a dia dos afro-brasileiros.
• Construir com os alunos: resumos orais, em forma de textos, gráficos, linha de tempo, criação de brochuras, murais, teatros, danças, coreografias, comidas, vestimentas, instrumentos utilizados no trabalho, nos rituais, nas danças, exposições e estimular a criatividade expressiva.
• Propor pesquisa específica envolvendo rituais e superstições hoje concebidas que percorreram tempo e espaço na sociedade brasileira envolvendo a etnia afro-brasileira.
• Propor pesquisa científica envolvendo culinária afro-brasileira e sua inclusão no dia a dia do povo brasileiro, e em especial da comunidade local.
• Propor a culminância dos trabalhos em forma de feira pedagógica, com apresentações de todas as atividades planejadas.


Jaelson Gomes Pereira,professor de História do Colégio Diocesano Cardeal Arcoverde, Arcoverde, PE.Artigo publicado na edição nº 411, jornal Mundo Jovem, outubro de 2010, página 17.
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Músicas

Ilê! Pérola Negra (O Canto do Negro)
Daniela Mercury
Composição: Miltão / Renê Veneno / Guiguio
O canto do negro
Veio lá do alto
É belo como a íris dos olhos de Deus, de Deus
E no repique, no batuque
No choque no aço
Eu quero penetrar
No laço afro que é meu, e seu
Vem cantar meu povo
Vem cantar você
Bate os pés no chão moçada
E diz que é do Ilê Ayê
Lá vem a negrada que faz
O astral da avenida
Mas que coisa bonita
Quando ela passa me faz chorar
Tu és o mais belo dos belos
Traz paz e riqueza
Tens o brilho tão forte
Por isso te chamo de Pérola Negra
Ê, Pérola Negra
Pérola Negra Ilê Ayê
Minha Pérola Negra
Lá vem a negrada que faz
O astral da avenida
Mas que coisa mais linda
Quando ela passa me faz chorar
Tu és o mais belo dos belos
Traz paz e riqueza
Tens o brilho tão forte
Por isso te chamo de Pérola Negra
Com sutileza
Cantando e encantando a nação
Batendo bem forte em cada coração
Fazendo subir a minha adrenalina
Como dizia Buziga
Edimin
Emife Nagô Dilê
Edimin
Emife Nagô Dilê
Ê, Pérola Negra
Pérola Negra, Ilê Ayê
Minha Pérola Negra.


Para conversar:
     A música faz referência ao bloco-afro Ilê Ayê, o mais antigo da Bahia, que se destaca como grupo cultural de luta pela valorização e inclusão da população afro-descendente.
     Que outros grupos culturais conhecemos? Qual sua importância?
     Como a música, a dança, a religiosidade, contribuem para a aproximação entre as pessoas nas nossas comunidades?
     Converse com o grupo sobre as expressões culturais afro-brasileiras, sua importância para a identidade de nosso povo e como podem ser preservadas.
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Quem planta o preconceito
Natiruts


Quem planta preconceito
Racismo, indiferença
Não pode reclamar da violência (3X)
Quem planta preconceito
Racismo, indiferença
Não pode reclamar...Lembra da criança
No sinal pedindo esmola?
Não é problema meu
Fecho o vidro
Vou embora...
Lembra aquele banco
Ainda era de dia
Tem preto lá na porta
Avisem a polícia...
E os milhões e milhões
Que roubaram do povo
Se foi político ou doutor
Serão soltos de novo
Ooooooooooooh!
Quem planta preconceito
Racismo, indiferença
Não pode reclamar da violência (3 X)
Quem planta preconceito
Impunidade, indiferença
Não pode reclamar...
-"Ainda há muito
O que aprender
Com África Bambata
E Salassiê
Com Bob Marley e Chuck D
O reaggae, o hip hop
Às vezes não é esse
Que está aí
Sequela a violência
Entrando pelo rádio
Pela tela
E você só sente quando falta
O rango na panela
Nunca aprende
Só se prende, não se defende
Se acorrenta, toma o mal
Traga o mal, experimenta
Por isso ainda há muito
O que aprender
Com África Bambata
E Salassiê
Com Bob Marley e Chuck D
O reaggae, o hip hop pode ser
O que se expressa aqui
Jamaica
O ritmo no pódium sua marca
Várias medalhas
Vários ouros, zero prata
E no bater da lata
Decreto morte é o gravata
E no bater das palmas
Viva a cultura rasta"
Crianças não nascem más
Crianças não nascem racistas
Crianças não nascem más
Aprendem o que
A gente ensina...
-"Por isso ainda há muito
O que aprender
Com África Bambata
E Salassiê
Com Bob Marley e Chuck D
Todo dia algo diferente
Que não percebi
E na lição um novo
Dever de casa
Mais brasa na fogueira
E a comédia vaza
A moda acaba
A gravadora trai
E o fã já não
Te admira mais
Ainda há muito
O que aprender
Lado a lado, aliados
Natiruts, GOG
O DF, o cerrado
Um cenário descreve
Do Riacho a Ceilândia
Cansei de ver
A repressão policial
A criança sem presente
De natal
O parceiro se rendendo ao mal
Quem planta a violência
Colhe ódio no final"


Para conversar:
Uma pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo mostrou que grande parte dos brasileiros - 87% - admite que há discriminação racial no país, mas apenas 4% da população se considera racista.
O que é racismo? Como é reforçado?
“Crianças não nascem más” - Por que, então há pessoas racistas?
Como podemos superar o preconceito racial escondido em cada um de nós e que pode assumir a forma de atitudes racistas?
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                             Mama África
                                     Chico César


Mama África
A minha mãe
É mãe solteira
E tem que
Fazer mamadeira
Todo dia
Além de trabalhar
Como empacotadeira
Nas Casas Bahia...(2x)

Mama África, tem
Tanto o que fazer
Além de cuidar neném
Além de fazer denguim
Filhinho tem que entender
Mama África vai e vem
Mas não se afasta de você...

Mama África
A minha mãe
É mãe solteira
E tem que
Fazer mamadeira
Todo dia
Além de trabalhar
Como empacotadeira
Nas Casas Bahia...

Quando Mama sai de casa
Seus filhos de olodunzam

Rola o maior jazz
Mama tem calo nos pés
Mama precisa de paz...

Mama não quer brincar mais
Filhinho dá um tempo
É tanto contratempo
No ritmo de vida de mama...

Mama África
A minha mãe
É mãe solteira
E tem que
Fazer mamadeira
Todo dia
Além de trabalhar
Como empacotadeira
Nas Casas Bahia...(2x)

É do Senegal
Ser negão, Senegal...

Deve ser legal
Ser negão, Senegal...(3x)

Mama África
A minha mãe
É mãe solteira
E tem que
Fazer mamadeira
Todo o dia
Além de trabalhar
Como empacotadeira
Nas Casas Bahia...(2x)

Mama África
A minha mãe
Mama África
A minha mãe
Mama África...
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Olhos Coloridos
Sandra de Sá
Os meus olhos coloridos
Me fazem refletir
Eu estou sempre na minha
E não posso mais fugir

Meu cabelo enrolado
Todos querem imitar
Eles estão baratinados
Também querem enrolar

Você ri da minha roupa
Você ri do meu cabelo
Você ri da minha pele
Você ri do meu sorriso

A verdade é que você,
Tem sangue crioulo
Tem cabelo duro
Sarará crioulo
Sarará crioulo, sarará crioulo (2x)

                                     Problema Social
                                                                Seu Jorge
Se eu pudesse eu dava um toque em meu destino
Não seria um peregrino nesse imenso mundo cão
Nem o bom menino que vendeu limão
Trabalhou na feira pra comprar seu pão
Não aprendia as maldades que essa vida tem

Mataria a minha fome sem ter que roubar ninguém
Juro que nem conhecia a famosa Funabem
Onde foi a minha morada desde os tempos de neném
É ruim acordar de madrugada pra vender bala no trem
Se eu pudesse eu tocava em meu destino
Hoje eu seria alguém
Seria um intelectual
Mas como não tive chance de ter estudado em colégio legal

Muitos me chamam de pivete
Mas poucos me deram um apoio moral
Se eu pudesse eu não seria um problema social.
Para conversar:
- As oportunidades que as pessoas têm na vida, influenciam suas escolhas?
- Você conhece experiências em que as pessoas puderam crescer devido às oportunidades que tiveram?
- Que realidades influenciam para que jovens se envolvam na criminalidade?
- Quando falamos em ações afirmativas, o que é preciso considerar?


Racismo é burrice
Gabriel Pensador

,O racismo é burrice mas o mais burro não é o racista
É o que pensa que o racismo não existe
O pior cego é o que não quer ver
E o racismo está dentro de você
Porque o racista na verdade é um tremendo babaca
Que assimila os preconceitos porque tem cabeça fraca
E desde sempre não pára pra pensar
Nos conceitos que a sociedade insiste em lhe ensinar
E de pai pra filho o racismo passa
Em forma de piadas que teriam bem mais graça
Se não fossem o retrato da nossa ignorância
Transmitindo a discriminação desde a infância
E o que as crianças aprendem brincando
É nada mais nada menos do que a estupidez se propagando
Nenhum tipo de racismo -
eu digo nenhum tipo de racismo - se justifica
Ninguém explica
Precisamos da lavagem cerebral pra acabar com esse lixo que é uma herança cultural
Todo mundo que é racista não sabe a razão
Então eu digo meu irmão
Seja do povão ou da “elite”
Não participe
Pois como eu já disse racismo é burrice
Como eu já disse racismo é burrice.


                                             

3 comentários:

  1. Oi amiga, vi sua postagem e fiquei muito feliz em ver que vc voltou!!!Estava sumida!!!Espero que esteja tudo bem com vc. Eu ando toda enrolada por causa do trabalho e estou tendo pouco tempo para postar. Desejo-lhe uma semana de muita Paz e Luz! Beijocas e até breve...

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  2. Oi querida...Eu fiquei mais feliz ao ver seu comentário...Menina minha vida esta uma correria,o prefeito me mandou para ser coordenadora de uma creche(antes eu era coordenadora em uma escola do municipio)e da pra imaginar como tem sido os meus dias né...rsrsrs...Quando tiver um tempinho estarei aqui,sempre me lembro de você,e até ja indiquei seu blog pra várias professoras...Você é muito especial...Beijos

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  3. Oi amiga, desculpe o sumiço...porém, meu tempo está curto e não está dando para visitar as amigas.Estou com saudades! Espero que esteja tudo bem com vc.Passei para deixar uma beijoca e ver as novidades. Tenha um fim de semana de muita Luz! Até breve...

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